Processo Escolar: Quando se Inicia?


Parece uma pergunta simples para ser respondida, mas na verdade, a resposta baseia-se em vários fatores e pode ser diferente pra cada família.

E essa resposta deve começar com a seguinte pergunta:

"tenho a opção de escolher a melhor hora para o ingresso escolar ou isso já está definido por necessidade profissional? "

RESPOSTA A : " Tenho a opção de escolher a melhor hora para o ingresso escolar do meu filho"

Nesse caso , a melhor conduta seria ter calma, observar sua criança e tentar sentir se ela se beneficiaria dos estímulos pedagógicos e sociais nessa fase que se encontra.... converse e troque ideias com profissionais de sua confiança : seu pediatra, um amigo professor ou um psicólogo sobre o que está pensando ... Existem algumas opniões de especialistas que colocarei abaixo para tentarem se guiar nessa escolha:

Ponto de vista pedagógico acredita-se que a criança tem grandes benefícios com seu ingresso na escola como: a ampliação dos círculos de relacionamento e situações que não são possíveis em casa. A criança aprende a esperar, a dividir, compreende que não pode fazer só o que quer, mas o que é necessário para a convivência em grupo”. A melhor idade sugerida para isso seria ao redor dos dois anos .

Do ponto de vista psicológico: A criança não deveria estar inserida em um contexto escolar, com aulas planejadas e rotinas padronizadas, até os três anos. Suas necessidades são muito individuais e devem ser atendidas com flexibilidade, adaptação e atenção dedicada dentro de pequenos grupos de convívio”.

Isso pode ser conseguido tanto em berçários especializados quando na própria casa. “Os pais podem criar um ambiente adequado para o desenvolvimento infantil, com materiais que estimulem os sentidos, como blocos e tintas atóxicas, com a possibilidade de ouvir músicas e estórias. A criança precisa ficar no chão, solucionar problemas. E o adulto que a supervisionar não deve fazer as coisas por ela. Deve enxergá-la como um ser inteligente e capaz”

Segundo Bidduch, psicólogo escritor de muitos livros, durante sua entrevista à Revista Época, explicou que é a partir dos 3 anos em diante, que as crianças começam a brincar socialmente. Antes disso, elas na verdade vêem outras crianças mais como fontes de concorrência e ameaça que como companhia. Quem brinca com as crianças pequenas são as mais velhas ou os adultos. Você não vê bebês tomando conta uns dos outros. Eles apenas brigam. Forçar essa interação social pode atrapalhar o aprendizado, de acordo com estudos internacionais que acompanharam milhares de crianças. Eles descobriram um fator de risco triplo: as muito novas que vão à creche com freqüência e passam muitas horas ali se tornam agressivas, ansiosas e desobedientes. E perdem o vínculo com a mãe. É importante ver isso em perspectiva. O número de crianças “desajustadas” cresce de 6% (em lares de bebês criados em casa) para 17%, nesses casos. Os pesquisadores acreditam que provavelmente toda criança criada em creche é de alguma forma prejudicada. Mas não criemos pânico. Pôr seu filho numa creche não é crime, mas é uma opção menos valorosa, reforçou o psicólogo.

Ponto de vista legal: desde a publicação da lei nº 12.796, em abril de 2013, é obrigatória a matrícula das crianças brasileiras na educação básica a partir dos quatro anos de idade completados em 31 de março do ano que ocorrer a matrícula.

Ponto de vista pediatrico sobre o risco de adquirir doenças, acredita-se que a partir dos dois anos é mais seguro para se pensar em expor o filho a um ambiente escolar. As vacinas são tomadas desde o nascimento, mas o corpo leva um tempo de 2 a 3 anos para produzir as respostas às doenças as quais as crianças são expostas. E o risco dessa exposição aumenta proporcionalmente ao aumento do número de contactuantes. Acredito que, se essa for uma opção viável, se tiverem a possibilidade de estar com o filho de vocês com um tempo de qualidade , se conseguirem um ambiente adequado e seguro para as brincadeiras de criança, se conseguirem uma rede de apoio familiar e se conseguirem momentos de socialização, poderiam pensar em colocar as crianças na escola a partir dos 2 ou 3 anos de idade....

Ponto de vista trabalhista: toda mãe trabalhadora e contribuinte do INSS tem direito a 120 dias de licença maternidade, conforme o Código de Leis Trabalhistas, podendo se prorrogar até 180 dias, nos casos de " Empresa Cidadã" . Nesse caso, onde o retorno ao trabalho é inevitável, seguimos para a

RESPOSTA B: " Não tenho opção de escolher a melhor hora para o ingresso escolar do meu filho pois necessito retornar ao trabalho "

Para mães em que " parar de trabalhar não pode ser nesse momento uma opção " , o que restará é não se culpar. Vamos entender que estamos falando de uma necessidade e não da falta de amor ou de negligência .... Tente aceitar e entender essa decisão e gastar sua energia procurando o local ou a pessoa que atenderá seu filho da melhor maneira, e onde ele poderá se desenvolver da melhor forma. E a nossa linha de raciocínio muda a partir daqui, onde precisaremos encontrar uma boa solução, uma vez que moramos num país onde a família, a educação e a saúde ainda precisam de muito entendimento, incentivo e apoio governamental para chegarmos ao ponto de poder escolher o melhor aos nossos filhos. Portanto, vamos às nossas opções:

Uma boa opção seria tentar deixar a criança com um cuidador de confiança que tenha bastante afeto, experiência e responsabilidade ,ou, na falta deste, podemos também pensar em colocá-lo na escola. Precisamos saber que tudo o que os bebês precisam nessa fase eh amor .... procurem onde podem encontrar isso ...

Talvez , se for viável , uma opção ainda possa ser a de " Home Office " ( "Trabalhar de Casa") . Uma pesquisa realizada pelo psicólogo Biddulph mostrou o efeito das horas em uma creche sobre as crianças:

- Até 1 ano de idade, não se recomenda creche

- Até os 2 anos, dois dias curtos (meio período) por semana.

- Até os 3 anos, três dias curtos por semana são aceitáveis.

Porém, para a maioria, essa não eh a realidade no nosso país ....

Para nos, brasileiros, na maioria das vezes, deixar a criança em uma creche ou escola sera inevitável e precisaremos nessa situação levar em conta os seguintes fatores:

- alguns estudiosos defendem a postura de que filhos de pais que trabalham fora precisam de "tempo de qualidade" com seus pais. Isso significa não parar de trabalhar, mas, se conseguir, gerencie, programe e reserve um " tempo de ouro " no período mais adequado pra você, dedicado apenas ao seu filho, sem pressa, quantas vezes puder. Faça desse momento o mais importante do dia .... um momento como se fosse um presente pra vocês, uma recompensa pelo tempo que ficaram distantes .... Que seja um tempo de respeito à relação de pais trabalhadores com saudade dos seus filhos e de filhos que aceitaram ter outros cuidadores mas que também estão morrendo de saudades de seus pais .... que seja com brincadeiras para crianças, risadas, roladas no chão, bolinha de sabão , livrinhos de estórias, desenhos com lápis, giz ou tintas .... tentem entender que os pais e as crianças precisam disso .... observem como se sentem após essa dedicação .... observem o comportamento de seus filhos .... não esqueçam de desligar TV, celular, computador e tablet nesse momento ....

Outros fatores a serem levados em conta ao optarmos por deixar nossos filhos com outro cuidador:

A) se for alguém da família ou se for uma baba:

- escolher alguém de confiança, com bastante afeto por crianças

- procurar vacinar adequadamente esses cuidadores com: vacina contra gripe, Coqueluche, Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela

- conversar sobre formas de prevenção de acidentes domésticos

- deixar telefones de referencia e de fácil acesso para qualquer momento que o cuidador precisar

B) se optar por uma escola, tente escolher de acordo com as seguintes características:

- quanto menos crianças por cuidador, melhor (vide abaixo)

- equipe perene (para uma relação estável)

- cuidadores bem pagos (para que eles se sintam bem ali).

- que possua os padrões exigidos pelo MEC ( número de alunos x cuidadores e infraestrutura adequada e segura)

- que separe as crianças por grupos da mesma faixa etária para minimizar o risco de transmissão de doenças

- que seja uma escola sem muitas rotinas pre-definidas para que as necessidades individuais de cada bebe seja respeitada

- evite escolas com hiperestimulacao

- Checar se as documentacoes exigidas pelos órgãos responsáveis para o bom funcionamento e a garantia de segurança na escola estão atualizadas.

EXISTEM TRABALHOS SOBRE A MELHOR IDADE PARA O INGRESSO ESCOLAR ?

Pesquisadores americanos monitoraram 1 300 crianças, da maternidade aos 12 anos, a cada quatro meses. A metade delas ficou em casa até os 5 anos, entregue aos cuidados da mãe ou de uma babá, enquanto a outra parte freqüentou a escola. Até a chegada da pré-adolescência, os dois grupos foram submetidos a provas para medir o desempenho escolar. Resultado: os estudantes enviados ao jardim-de-infância antes do ensino fundamental se saíram melhor em todas as disciplinas testadas. Resume o psicólogo James Griffin, um dos autores do trabalho: "Está claro que ir à escola no princípio da vida faz parte de um conjunto de fatores que definem o sucesso nos estudos".

O segundo dado valioso da pesquisa joga luz sobre outra dúvida comum aos pais: a melhor idade, afinal, para matricular os filhos. Muitas famílias protelam essa decisão até as vésperas do ensino fundamental, por volta dos 6, 7 anos. O trabalho revelou, no entanto, que é a partir dos 3 anos que a escola passa a ser mais proveitosa. Antes disso, o que mais pesa em favor do desenvolvimento intelectual das crianças são o afeto e a atenção individual - não importando se vêm de casa ou da creche. Depois dessa fase, estar num ambiente com outros adultos e crianças funciona como alavanca ao aprendizado - e isso repercute ao longo do restante da vida escolar. Eis um exemplo extraído da pesquisa americana: aos 12 anos, os estudantes que haviam freqüentado a pré-escola apresentavam vocabulário mais rico do que o restante da turma. Uma das explicações, defendida por esses e outros especialistas, é que, ao se limitar ao contato com a mãe ou babá, a criança toma familiaridade com um único jeito de se expressar e tende a se concentrar no vocabulário mais empregado em casa. "A escola, por sua vez, a expõe à diversidade", afirma Griffin.

O que os especialistas já sabem - e o novo estudo confirma por meio de uma fartura de dados qualitativos - é que o cenário mais favorável ao desenvolvimento pleno das crianças, dos 3 anos em diante, combina dois fatores de pesos semelhantes: um ambiente familiar rico em estímulos e uma boa escola. Conclui o psicólogo Jay Belsky, um dos autores do trabalho: "Os melhores resultados escolares se dão quando a família é parte ativa na educação".

QUANTOS CUIDADORES DEVEM TER NA SALA DE AULA ?

O Conselho Nacional da Educação estabelece um limite de crianças por educador, de acordo com a idade:

0 a 2 anos: máximo de 8 crianças por educador ( o ideal seria ter auxiliares junto, pois acho muito 8 crianças pra 1 educador , não acham ? ) 3 anos: máximo de 15 crianças por educador 4 e 5 anos: máximo de 20 crianças por educador

Algumas escolas optam por colocar uma ajudante de sala para auxiliar o professor nos cuidados com as crianças, mas não é obrigatório.

COMO FUNCIONA A ADAPTAÇÃO DO BEBÊ A ESCOLA ?

Para se fazer uma transição segura entre os cuidadores, o

preferível é que cerca de duas semanas antes de você voltar ao trabalho a adaptação possa ser iniciada, com sua permanência no local, junto do bebê, durante algumas horas por dia

COMO A EDUCAÇÃO ESCOLAR EH DIVIDIDA ?

A educação infantil é a primeira etapa da educação básica. Tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade

Educação infantil:

0-3 anos : Creche

4-5 anos: Pré-escola

Educação escolar

6 a 10 anos : 1-5 ano escolar : Fundamental 1

11-15 anos: 5-9 ano escolar: Fundamental 2

16-18 anos : 1-3 colegial: Ensino médio

CURIOSIDADE: COMO FUNCIONA O SISTEMA EDUCACIONAL FORA DO BRASIL?

Dentre tantos países, escolhi falar sobre a Finlândia, que tem sido classificada como sendo um dos primeiros lugares na União Europeia no quesito " Educação " ...

Mas observem quanto esse assunto é complexo e como a política, a cultura e os valores mudam de um país para outro :

Lá, as famílias, ao término da licença maternidade, tem o direito de uma outra licença trabalhista ( Licença parental ) onde a mãe ou o pai podem ficar com seus filhos em casa até os três anos de idade, com estabilidade no emprego e com uma ajuda de custo mensal paga pelo governo.

Os professores sao muito valorizados e respeitados e tem grande prazer em ensinar.

Por lá, as crianças têm permissão para curtir a infância – daí o início da vida escolar ser “tardio”. Aliás, por isso mesmo é que há menos dever de casa e mais tempo livre: para a criança ou o adolescente poder se desenvolver com mais calma. As aulas só começam depois das 9h para garantir que os alunos tenham uma boa noite de sono e estejam mais aptos a aprender. E o período também dura menos: a aula acaba entre 2h e 2h45.

O ensino na maioria das vezes acontece fora das salas de aula : as crianças menores aprendem pela brincadeira e relacionamento com as outras crianças e professores à sua volta e é assim que fazem sentido do mundo, desenvolvendo suas habilidades e construindo conhecimento. ... os alunos maiores aprendem pelo contexto global , sem fragmentações de matérias, como por exemplo: aprendem a história de uma guerra e na mesma discussão aprendem a geografia do local onde essa guerra está acontecendo e a física através da trajetoria do projétil ....

E dessa forma a Finlândia ocupa as primeiras posições em exames como o PISA, que avalia jovens de 15 anos, e o ensino infantil é a primeira etapa da educação formal.

DEVE-SE ENSINAR UMA SEGUNDA LÍNGUA JÁ NA PRÉ-ESCOLA?

De preferência, sim. "Quanto mais cedo a criança adquirir uma segunda língua melhor, porque terá mais facilidade para desenvolver um sotaque perfeito e também para aprender outras línguas no futuro". Mas é preciso tomar cuidado, porque muitas escolas que se autointitulam bilíngues na verdade oferecem apenas um professor de língua. "Para ser bilíngue, uma escola precisa ter aulas nas duas línguas e usá-las rotineiramente".

QUAIS OS PROJETOS POLÍTICOS PEDAGOGICOS EXISTENTES ?

Segundo Mario Sergio Cortella, filósofo, teólogo e professor, “escolher o colégio que mais se ajusta ao perfil da família é como provar vários pares de sapatos até encontrar o mais confortável, a escola tem que compactuar com os interesses de pais e filhos”.

O momento é oportuno para conhecer escolas e avaliar qual delas está mais próxima da realidade da sua família. Isso porque há uma série de metodologias e formas de aplicação do conhecimento e é fundamental que a expectativa dos pais esteja de acordo com a proposta da escola. Visite o local, converse com pais que têm seus filhos matriculados lá, leve as crianças para conhecer também e prepare uma lista de perguntas para não esquecer de nenhum detalhe importante.

às vezes, algumas escolas optam por misturar Projetos Pedagogicos, e o Projeto pode acabar ficando mais rico

1) Freiriano : Segundo Freire, o conhecimento faz sentido para o estudante quando o transforma em sujeito que pode transformar o mundo. Bom senso, humildade, tolerância, respeito, curiosidade são alguns dos princípios defendidos por essa corrente. A educação se torna uma ferramenta para “libertar” o aluno. A pedagogia de Paulo Freire não prevê provas, mas a escola pode ter avaliações.

2) Tradicional: Aplicada na maioria das escolas do Brasil e, principalmente, nas escolas laicas, o que predomina é o ensino centrado no professor, que é um transmissor de cultura. O estudante tem metas a cumprir dentro de determinados prazos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas. Quem não atinge a nota mínima necessária no conjunto de avaliações ao longo do ano que está cursando é reprovado e tem de refazê-lo. É comum que essas escolas usem apostilas e cartilhas, que estabelecem o quanto a criança deve aprender em cada ano.. É uma filosofia que valoriza a quantidade de conteúdo ensinada, e as escolas que a adotam são voltadas para o sucesso do aluno em provas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o vestibular.

3) Escola comportamentalista Nessa pedagogia, o professor tem como tarefa controlar o tempo e as respostas dos alunos, dando-lhes feedback constante. O aluno é visto como alguém que pode aprender a partir de estímulos, que são recompensados, caso os objetivos sejam alcançados. A concepção comportamentalista tem foco na técnica, no processo e no material postos em jogo. O ensino deve ser bem planejado, com materiais instrucionais programados e controlados. O objetivo é que os resultados possam ser mensurados e que o estudante adquira os comportamentos desejados, moldados segundo necessidades sociais determinadas. O processo de avaliação é feito por provas, semelhantes às da linha tradicional.

4) Construtivista: baseadas na proposta de Jean Piaget – o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito e não passivamente recebido do professor ou do ambiente. Também há provas e reprovação nessas instituições. No construtivismo a principal meta é criar seres capazes de fazer coisas novas e não repetir, simplesmente, o que as outras gerações fizeram. Seres que sejam criadores, inventores e descobridores. A segunda meta é formar mentes que tenham condições de criticar e não aceitar tudo que lhes é proposto. Além disso, a teoria de Piaget defende que o professor não deve apenas ensinar, mas, acima de tudo, orientar os alunos para uma aprendizagem autônoma.

Sociointeracionista (originária do trabalho do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934). Hoje, fala-se muito em uma filosofia sócio interacionista, que é uma variação do construtivismo. Que atribuía um papel preponderante às relações sociais na aprendizagem, enquanto Piaget dava mais importância aos processos internos de cada aluno.

5) Montessoriana : Criada pela médica italiana Maria Montessori, a criança deve buscar sua autoformação e construção. Os adultos precisam ajudá-la nesse processo, favorecendo o desenvolvimento de indivíduos criativos, independentes, confiantes e com iniciativa. Na sala de aula, as crianças escolhem as atividades que querem fazer e a atenção deve estar nas tarefas a serem cumpridas. O professor é um “guia” que remove obstáculos à aprendizagem e isola as dificuldades da criança, respeitando o ritmo de cada aprendiz e sem intervenções indevidas. As classes têm crianças de idades diferentes e há incentivo para o trabalho em grupo. Todos os estudantes são estimulados da mesma maneira.Para auxiliar na aprendizagem, Maria Montessori criou vários materiais. Um dos mais famosos é o Material Dourado, composto por cubos, placas, barras e cubinhos, que têm o objetivo de facilitar o entendimento das operações matemáticas. Outras características são a disposição circular da sala de aula, as prateleiras com jogos pedagógicos acessíveis aos alunos, materiais sensoriais que estimulam os sentidos. Pode ter provas ou não, de acordo com a escola. Quando não há provas, a avaliação é feita a partir dos registros que o professor tem sobre a produção do aluno. No final dos ensinos fundamental e médio pode haver monografia.

6) Tendência democrática: As escolas democráticas são baseadas na Escola Summerhill, nascida na Inglaterra, e são consideradas uma crítica à educação tradicional, que teria base no “medo e no controle baseado em ameaças veladas, presenças obrigatórias e outras imposições”. A ideia fundamental é a liberdade de escolha dos alunos. Matemática, por exemplo, pode ser aprendida ao entender como se monta uma bicicleta e essa “lição” pode ter sido sugerida pelo aluno.Os alunos não são “obrigados” a assistir às aulas obedecendo um cronograma comum, único. Eles escolhem as atividades a fazer de acordo com seus interesses. Para avaliar os alunos, procura-se abolir também lições de casa e provas; a avaliação é feita por sua participação e por trabalhos que podem ser escritos, artísticos etc.

7) Waldorf: Na metodologia de ensino Waldorf, desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos com o desenvolvimento de habilidades artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização. Considera-se cada aluno como um ser único, que deve ser acompanhado de forma próxima.

O trabalho é feito em três âmbitos do desenvolvimento da criança: físico, social e individual. Os alunos são divididos em faixas etárias e não em séries, pois Steiner acreditava que cada idade tem necessidades específicas a serem atendidas. O aluno estuda com a mesma turma e com o mesmo professor dos 7 aos 14 anos. Como o ritmo biológico não pode ser alterado, não há repetência. O método dá igual importância às formações ética, estética e acadêmica.

São aplicados testes e provas em algumas matérias, especialmente no ensino médio, e, em alguns casos, nas últimas séries do ensino fundamental. Mas a avaliação do aluno também engloba a execução de trabalhos, o grau de dificuldade que o estudante tem com o assunto, o empenho em aprender e o comportamento.

Os pais recebem avaliações trimestrais com a descrição da atitude de seus filhos diante das tarefas solicitadas no período. No ensino fundamental, o currículo inclui astronomia, meteorologia, jardinagem, artes e trabalhos manuais, como tricô e crochê, além das disciplinas obrigatórias.

No ensino médio, há currículos integrados de humanidades (história, geografia, literatura), de ciências (física, biologia, química, geologia, matemática), de artes e ofícios (com modalidades como tecelagem e encadernação), artes dramáticas, educação física e línguas estrangeiras.

8) Freinet: Nas instituições que colocam em prática conceitos do pedagogo francês Célestin Freinet, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação. Criador do Movimento da Escola Moderna, na França, que se caracteriza por sua dimensão social, Freinet acreditava que a criança tem que ser vista não como um indivíduo isolado, mas como parte de uma comunidade e jamais ser marginalizada, principalmente quando fizer parte de classes menos favorecidas. Ele dizia que, “se não encontrarmos respostas adequadas a todas as questões sobre educação, continuaremos a forjar almas de escravos em nossos filhos”.

Nesse tipo de escola, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas, sejam eles de sua classe, de outras ou de escolas diferentes. As avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação ao seu desempenho anterior e não em relação com os demais. Estudos de campo (aulas em que os estudantes são levados em algum lugar específico para aprender determinada matéria, como um parque, por exemplo), elaboração de jornais em grupo e debates são atividades comuns em escolas que se identificam com o pensamento de Freinet, que valoriza o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.

9) Optimist: Esse método de ensino foi proposto pelo Fomento Centros de Enseñanza, uma instituição fundada na Espanha em 1963, por um grupo de pais, profissionais e educadores. No projeto Optimist desenvolvido para a Educação Infantil (0-6 anos), adota-se o princípio da educação personalizada, idealizada pelo pedagogo espanhol Víctor García Hoz, que respeita o aluno como pessoa singular e com ritmo próprio desde a educação infantil, levando-o a alcançar o máximo de desenvolvimento.

Sua proposta inclui estratégias voltadas para o desenvolvimento completo da criança: corpo, inteligência, afetividade e sociabilidade. A participação dos pais é muito importante e eles passam por um sistema de formação com o objetivo de ter em casa uma continuidade do que acontece na escola. Os professores também recebem formação específica para adquirir uma percepção educativa refinada.

Os pais também devem cuidar para perceber se a criança se adaptou ao método adotado pela escola. "Nem sempre um bom colégio com uma proposta consistente vai atingir todo mundo. É preciso ver como o filho está quando chega em casa, como são os amigos, o que ele conta do colégio. Quando a adaptação não acontece, os pais devem pensar em trocar o filho de lugar", diz Evelise.

Foi o que aconteceu com a química Luciana Sonchini Lozano e a filha Ana Luísa, de 7 anos. O primeiro colégio frequentado por Ana Luísa era tradicional e conteudista. Logo Luciana percebeu que ir à escola não estava fazendo bem à menina. "Ela voltava cansada, não queria falar sobre o dia e ia logo para o sofá", conta Luciana, que passou então a procurar outras metodologias de ensino.

Qual deve ser o valor da mensalidade?

Segundo consultor, custos devem ser de 15% a 20% do orçamento. A não ser que a família tenha mais de dois filhos - o que pode elevar os custos a 30% ou 40%

Quais são os direitos dos "clientes" da escola?

A Fundação Procon de São Paulo esclarece os principais questionamentos das famílias sobre mensalidade, taxas, material escolar e obrigações da instituição

PERGUNTAS A SEREM FEITAS:

1) Distância da escola - residência

2) PPP

3) recomendações de outros pais

4) segurança escolar

5) O atendimento na educação infantil deve, portanto, observar leis e normas municipais, estaduais e federais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (MEC/CNE 2009), a Lei Orgânica Municipal, as exigências referentes à Construção Civil e ao Código Sanitário. Alem disso, com vistas a contribuir com a implementação da política municipal de educação infantil, o MEC publicou documentos orientadores, tais como Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil e Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil

Fonte: Delas - iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/2014-01-09/qual-a-melhor-idade-para-entrar-na-escola.html

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